quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

GUILHERME DE ALMEIDA - SÍNTESE BIOGRÁFICA

GUILHERME DE ALMEIDA
O “Príncipe dos Poetas Brasileiros”
Eleito em 1958, pelo Correio da Manhã

CRONOLOGIA BIOGRÁFICA E ARTÍSTICA

1890 – 24 de julho, nasce Guilherme de Andrade e Almeida, filho de Estevam de Araújo Almeida (professor de Direito, júris consulto e filósofo) e Angelina de Andrade Almeida, em Campinas, SP;
1896 – No colégio da tia Anna de Almeida Barbosa de Campos, na cidade de Rio Claro – SP, faz seus primeiros estudos;
1902 – A família vem para São Paulo;
1903 – Guilherme contrai tifo e febre amarela. Chegou a ter perda de memória. Estuda no Colégio São Bento, em São Paulo;
1904 – Estuda no Colégio Diocesano São José – Pouso Alegre – MG;
1907 – Forma-se em Ciências e Letras pelo Ginásio do Carmo, em São Paulo;
1908 - Ingressa na Faculdade de Direito do Largo São Francisco;
1909 - Publica O Eucalyptus (poesia) no Onze de Agosto;
1912 - Torna-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Inicia a prática da advocacia e passa a colaborar com a imprensa. Colabora com o jornal O Pirralho;
1913 – Viaja para Apiaí – SP;
1914 – Inicia-se como Redator do jornal O Estado de S.Paulo. Foi Promotor Público interino em Mogi-Mirim;
1916 - Em parceria com Oswald de Andrade, publica “Théatre Brésilien” – peças teatrais em francês Mon Coeur Balance (Meu Coração Balança) e Leur Âme (Sua Alma);
1917 – Em 6 de junho é publicado seu primeiro livro de poemas, Nós, com tiragem de 1015 exemplares. Juntamente com J. Watsh Rodrigues, vence o concurso para escolha do brasão da cidade de São Paulo;
1919 - Publica a “Dança das Horas” e “Messidor”;
1920 - Alcança grande sucesso com “O Livro de Horas de Sóror Dolorosa”;
1922 - Publica “Era uma vez...”. Participa da Semana de Arte Moderna e ajuda a fundar a revista Klaxon, para a qual desenha capa e matérias publicitárias;
1923 – Passa a Secretário da Escola Normal do Brás, em São Paulo. Aos 3 de setembro, casa-se no Rio de Janeiro com Belkiss Barrozo do Amaral (Baby) e muda-se para a capital da República;
1924 - Nasce no dia 29 de agosto, seu filho Guy Sérgio Haroldo Estevam Zózimo Barrozo de Almeida. Publica “A Frauta que Eu Perdi”, novo livro de poemas e “Natalika” (prosa);
1925 - Viaja pelo país (Recife, Fortaleza, Porto Alegre) divulgando o Modernismo. Publica “Meu”, “Raça”, “Encantamento”, e “A Flor Que Foi Um Homem – Narciso”. Recebe prêmio pelo livro Encantamento, concedido pela Academia Brasileira de Letras;
1926 - Retorna ao Rio de Janeiro - Perde o pai, Dr. Estevam de Araújo Almeida e volta a residir em São Paulo. Inicia uma série de crônicas sobre cinema em O Estado de São Paulo, assinando-as com pseudônimo de Guy. São publicados seus ensaios “Do Sentimento Nacionalista na Poesia Brasileira” e “Ritmo, Elemento de Expressão”. Colabora no filme As Armas, de Cassiano Gabus Mendes;
1928 - Entra para a Academia Paulista de Letras, passando a ocupar cadeira nº. 22, patrono João Pereira Monteiro Júnior. Dá início à série de crônicas “A Sociedade”, no O Estado de São Paulo;
1929 - Publica “Simplicidade”, nova coletânea de poemas e “Gente de Cinema”, prosa. Dia 31 de julho é empossado na Academia Paulista de Letras e saudado por Spencer Vampré;
1930 - É eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde passa a ocupar a cadeira nº 15 que fora de Olavo Bilac e Amadeu Amaral. Foi empossado em 21 de junho, e Olegário Mariano, o Poeta das Cigarrs, fez a réplica ao seu discurso;
1931 - São publicados seus dois novos livros de poemas: “Você” e “Carta à Minha Noiva”;
1932 - Participa da Revolução Constitucionalista, pegando em armas contra o governo de Getúlio Vargas. Serviu no Batalhão da Liga da Defesa Paulista, que se bateu em Cunha, São Paulo. Dirigiu o Jornal das Trincheiras, distribuído aos soldados até no próprio campo de batalha. Publica “Cartas Que Eu Não Mandei” (poemas) e “Eu e Você” (tradução). É preso e exilado em conseqüência do seu apoio à rebelião paulista, viaja em 5 de novembro para a Europa (Itália, França, Inglaterra e Portugal), onde passa 8 meses. Em 22 de dezembro foi recebido com todas as honras na Academia das Ciências de Lisboa;
1933 – 1º de agosto, retorna do exílio e muda-se para a Rua Pamplona em São Paulo. Inicia dois programas semanais na Rádio Cruzeiro do Sul: Momento Lírico (sobre poesia) e Preview da Semana (sobre cinema). É publicado seu livro: O Meu Portugal (prosa), reunindo suas reflexões do exílio;
1935 – Exerce os cargos de Secretário da Escola Normal Padre Anchieta, chefe da Divisão de Expansão Cultural do Departamento Municipal de Cultura, e secretário do Conselho Estadual de Bibliotecas;
1936 - Lança “Poetas de França”, novo livro de traduções;
1937 - É eleito presidente da Associação Paulista de Imprensa. Chefe da Missão Cultural enviada pelo Ministério das Relações Exteriores para a inauguração da Herma a Olavo Bilac, em Montevidéu – Uruguai;
1938 - Edita “Acaso”, volume de poesias. Torna-se Chefe da Divisão de Expansão Cultural do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo;
1939 - Lança “O Jardineiro”, tradução de Rabindranath Tagore (poemas);
1940 - Publica o “Estudante Poeta” (peça teatral). Em 3 de setembro, morre seu irmão Tácito de Almeida, poeta que usou o pseudônimo de Carlos Alberto de Araújo;
1941 – Publica “Cartas do Meu Amor”. Trabalha na versão portuguesa do filme A Marquesa de Santos. Torna-se Oficial de Gabinete do Interventor Fernando Costa;
1943 - Torna-se diretor dos jornais: Folha da Manhã e Folha da Noite. Publica “O Gitanjali”, de Rabindranath Tagore (poemas). Lança “O Amor de Bilitis”, livro de poesia de Pierre Louys (tradução). Torna-se Secretário do Conselho Estadual de Bibliotecas e Museus de São Paulo;
1944 – Edita “Flores das Flores do Mal”, de Charles Baudelaire, volume de poemas traduzidos. Escreve “Camoniana” (poesias);
1945 - Funda o Jornal de São Paulo, que é temporariamente fechado pelo Estado Novo;
1946 - Muda-se para a casa da Rua Macapá, A Casa da Colina, transformada em museu após a sua morte. - Inicia a sua colaboração no Diário de São Paulo;
1947 – Publica “Poesia Vária”. Recebe a Comenda Cavaleiro de Legião de Honra da França, em Campos do Jordão - SP;
1948 - Sai em São Paulo seu novo livro de prosa: Histórias, Talvez... - Lança As Palavras de Budah, livro em prosa(tradução);
1949 - Ao lado de Franco Zampari, ajuda a fundar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC);
1950 - Traduz a peça Huis Clos, de Jean Paul Sartre, encenada sob o título de Entre Quatro Paredes. - É nomeado chefe de gabinete do Prefeito de São Paulo, Lineu Prestes;
1951 - Entrega ao público novo volume de poemas intitulado Anjo de Sal, diálogos do filme Terra é Sempre Terra (Cia. Vera Cruz);
1952 - Com seis volumes na primeira edição, é publicada Toda a Poesia, reunindo o conjunto de sua obra poética. - É publicada sua A Antígone de Sófocles, com a tradução da célebre tragédia grega - Diálogos dos filmes: Tico-Tico no Fubá e Appassionata, com a Sra. Leandro Dupré ( Cia. Vera Cruz);
1953 - Publica Baile de Formatura (prosa). - Diálogos adicionais do filme Sinhá Moça, com Carlos Vergueiro (Cia. Vera Cruz);
1954 - É nomeado para a presidência da Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo. - Publica novo volume de poemas, O Acalanto de Bartira;
1956 - Reunindo 26 sonetos no mais puro estilo clássico, é entregue ao público seu livro Camoniana - Traduz a peça teatral Eurídice, de Jean Anouilh;
1957 - É publicado seu Pequeno Romanceiro e De Tempos Idos;
1958 – Em 16 de junho, sucedendo a Olegário Mariano, Guilherme foi eleito “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, por consagradora votação, em concurso patrocinado pelo “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, pela seção “Escritores e Livros”;
1959 - Aos 16 de setembro recebe oficialmente o título de “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, durante um jantar oferecido pelo Presidente Juscelino Kubitschek, no Palácio das Laranjeiras;
1960 - Convidado pelo Presidente Juscelino Kubitschek para ser o orador oficial da fundação de Brasília, concebe a Prece Natalícia, assim como a bandeira e brasão da nova capital da República;
1961 - Com 25 pequenos poemas focalizando cenas da cidade de São Paulo, é lançado seu livro Rua;
1962 - Entrega ao público o volume Cosmópolis, reunindo crônicas sobre alguns dos principais bairros de São Paulo (publicadas originalmente em 1929 pelo jornal O Estado de São Paulo);
1967 - Saem Os Meus Versos Mais Queridos, com poemas já conhecidos do grande público;
1968 - Novo volume intitulado Os Sonetos de Guilherme de Almeida, reúne poemas disseminados anteriormente em vários livros;
1969 Às 3h56m da madrugada do dia 11 de julho, fecha os olhos para sempre em sua Casa na Rua Macapá, o Poeta Guilherme de Almeida, vítima de uremia. Às 8h30m do dia de sua morte o corpo foi transportado, por um carro do Corpo de Bombeiros, com escolta de lanceiros da Força Pública, para a Academia Paulista de Letras. O sepultamento, com honras militares, se deu às 11h do dia seguinte, e seus despojos se encontra no Obelisco e Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 32, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O Poeta foi o primeiro constitucionalista a ser sepultado nesse local e ocupa o espaço dedicado aos grandes heróis do Movimento de 1932.

Um comentário:

Anônimo disse...

O CASAL BABY E GUILHERME DE ALMEIDA TEVE O FILHO ÚNICO, GUY SERGIO HAROLDO ESTEVAM ZÓZIMO BARROZO DE ALMEIDA. GUY SE CASOU EM S.PAULO, AOS 3 DE DEZEMBRO DE 1951, COM MARINA DE QUEIROZ ARANHA, FILHA DE CASSIO EGYDIO DE QUEIROZ ARANHA E CYNIRA RAMOS DE QUEIROZ ARANHA, DE TRADICIONAIS FAMILIAS PAULISTAS.TIVERAM OS FILHOS:GUILHERME EGYDIO BARROZO DE ALMEIDA, MARIA ISABEL BARROZO DE ALMEIDA, CASSIO EGYDIO DE ALMEIDA E GUSTAVO EGYDIO DE ALMEIDA.