domingo, 9 de novembro de 2008

¨1922: DEPOIMENTO INÉDITO" (CASSIANO RICARDO)

DEPOIMENTO DE:
CASSIANO RICARDO

(Cassiano Ricardo - Foto Reprodução: Acervo de B.J. Duarte)

PREFÁCIO:

- “... um poeta filósofo”. Foi assim que Sérgio Milliet intitulou Cassiano Ricardo, na página 193 do seu Diário Crítico – 10º Volume (1955-1956), lançado pela Livraria Martins Editora – SP., (1959), em 29 de Julho de 1956, comentando a respeito do livro “O arranha-céu de vidro”, de Cassiano: “(...). Eis um livro de idéias de um poeta filósofo. E eis a mais pura e bela poesia dos últimos tempos em nossa literatura. (...)”.
Quando a Livraria José Olympio do Rio, em 1957, lançou “Poesias Completas”, de Cassiano Ricardo, editou Prólogo de Tristão de Athayde, escrito em 1950, onde esse prefaciador e amigo de Cassiano, não deixou um só parágrafo sem tecer elogios ao autor de Martim Cererê (1928) – que, segundo Drummond: “é uma peça clássica da poesia moderna brasileira”; - obra essa, creio ser até hoje, a mais conhecida daquele poeta. E, falando “em hoje”, no Brasil, Cassiano Ricardo merece um reconhecimento maior. No entanto: (?). Bem, lendo o referido Prólogo do Tristão, fica evidente que ele o concluiu sem querer concluí-lo – Tristão queria escrever mais e mais e mais. E, para não deixar o dito pelo não mostrado, transcrevo, na seqüência, cinco, dos seis parágrafos finais do Prólogo, onde mantive a grafia original:

“(...).
Mas o poeta do tropicalismo verde e amarelo não se satisfez com o triunfo do seu nacionalismo modernista. Poderia ter dormido sôbre os louros e sôbre os apodos. Já tinha o seu lugar ao sol. Outros se contentariam com o que êle havia conquistado. Êle não. Teimoso, com um dêsses bandeirantes avoengos seus, que tanto o atormentaram tôda a vida, não se contentou. Manteve ardente a chama interior. Renovou sua inspiração. Interiorizou-se. Na hora mesma em que uma nova geração, a de 1945, e com isso uma nova fase do modernismo, apareciam no horizonte literário, o velho poeta se mostrou, aos olhos assombrados dos que o acompanhavam desde 1915, como um poeta novo, com a sua inspiração totalmente modificada. Era o homem maduro que agora falava. Era o poeta-filósofo que agora se exprimia. Era o mundo interior que vinha dizer agora a sua mensagem e despedir-se da natureza tropical que enchera os livros da fase mediana. E a partir de 1943, em O Sangue das Horas, Um Dia Depois do Outro (1947) e agora A Face Perdida (1950), o poeta se apresenta em sua feição universal, metafísica, abstrata, mas não menos carregada dessa carga profunda de poesia autêntica, que nas três fases do seu périplo vem acompanhando êsse grande tipo de nossas letras.
Cassiano Ricardo é hoje uma expressão viva do que é a poesia, quando se apodera de uma criatura humana. De 1915 a 1950 sua presença poética é a própria imagem do fluxo da poesia brasileira.
Tanto em sua fase parnasiana ou anacrônica, como em sua fase nacionalista e agora em sua fase filosófica, é o mesmo grande coração de Poeta bate sempre, poderoso, sereno, truculento por vêzes, ora misterioso, obscuro, ora luminoso e patético, mas sempre pulsando com uma energia nova como a dêsses pés de sete léguas que de São Paulo trilharam o Brasil inteiro e lhe deram a sua configuração atual.
O paulistanismo de Cassiano Ricardo não lhe tolheu o sôpro nacional, como o pitoresco ou o lirismo não lhe prejudicaram os altos requintes metafísicos e abstratos de sua poesia intelectualista.
Em todos os momentos de sua evolução, o Poeta está sempre presente e sua obra será, para o futuro, um dos testemunhos mais irrespondíveis de que a nossa geração tinha alguma coisa a dizer e deixou de si alguma coisa que o futuro não esquecerá.
(...)”.

Particularmente, quanto ao Poeta Cassiano Ricardo, prefiro seu lado nacionalista, e partilho com diagnóstico do historiador Wilson Martins: “No Brasil de Cassiano Ricardo, todos são gigantes” (Martins, Wilson. A Literatura Brasileira. Vol. VI – O Modernismo. São Paulo: Editora Cultrix, pág. 191). Mas, o que importa neste estudo é o “depoimento” de Cassiano ao professor Luiz Toledo Machado, em 1972, quando se comemorava o Cinqüentenário da Semana de Arte Moderna, transladado na seqüência e na íntegra [mantida a grafia original].

(Luiz de Almeida)

DEPOIMENTO DE CASSIANO RICARDO

“Como entrei no Modernismo?”
- Não estive presente à instalação da Semana no Municipal em 22, por me achar fora de São Paulo, como tantas vezes tenho esclarecido. O mesmo aconteceu com Tarsila, a nossa grande pintora, que na mesma ocasião se encontrava em Paris. O álibi sem razão, de partida, a indagação que às vezes me fazem, sobre esse ponto. Entrei é verdade, no movimento modernista, porém só achei depois de melhor analisar seus intuitos, causas e concausas emocionais e econômicas. O que fiz foi apoiar o Modernismo, simples e lealmente, dado o seu alto espírito de brasilidade. Nele entrei, de boa fé, como todos os meus companheiros. Apoiar é uma coisa. Aderir é outra. Mesmo porque só participei da revolução literária de 22, de modo mais ativo e até polêmico, como dissidente, já de dois aspectos com os quais não podia concordar:
a) o de haver a Semana começado logo depois dos 7 dias, a importar ‘ismos’ europeus e contra os ideais com que foi inaugurada. Criamos o verdeamarelismo para se opor ao dadaísmo ‘francês’, ao expressionismo ‘alemão’, ao futurismo ‘italiano’ que outros modernistas iam buscar na Europa.
b) o de ser tornado um pretexto para ‘festanças’ e ‘regabofes’ (como declarou o próprio Mário de Andrade no seu opúsculo O Modernismo, p.47) na opulentas fazendas de Paulo Prado e dona Olívia Guedes Penteado.
O Manifesto do grupo Verdeamarelo foi escrito numa das mesas do Café Guarani (Rua 15) e, portanto, opunha-se ao salonismo dos outros grupos. Nasceu não em suculentos banquetes, mas em contacto com o povo. Social mas não mundano. Num simples café e não num salão rico – esclareceu o autor de Martin Cererê.
Foi então que publiquei o meu Vamos Caçar Papagaio, isto é, vamos caçar os macaqueadores empenhados em descobrir o Brasil no próprio Brasil, isto é, no original. Sem figurinos. Alguém poderia supor que eu era xenófobo, e conseqüentemente aderindo ao verdeamarelismo, não estaria aderindo ao integralismo que tinha raízes fascistas? O engano é evidente. O nosso grupo combatia os ‘ismos’ importados – como fiz notar – por uma questão de coerência com as causas que denotaram o movimento contestador de 22. O grito de guerra tinha sido: Chega de copiar. Vamos voltar às raízes do Brasil na sua natureza agreste e nativa. Éramos todos, antes de tudo, radicalmente brasileiros. Foi o verdeamarelismo que trouxe de novo a estudo nomes até então esquecidos, como os de Tavares Bastos, Alberto Torres, Couto de Magalhães, Barbosa Rodrigues, com suas lições magistrais sobre a realidade do nosso País e o papel que o Brasil devia representar no mundo, oferecendo aos outros povos sua palavra de amor ao homem e à terra. Também organizou – prosseguiu – o grupo Verdeamarelo, a nossa primeira ‘brasiliana’, isto é, a primeira coleção de cunho nacional, no domínio da sociologia e da antropologia, Raça de Gigantes; do romance social O Estrangeiro; do ensaio e da pesquisa histórica Introdução ao Pensamento Nacional da poesia tipicamente marcada pela linguagem e cor tropical Borrões de Verde e Amarelo e Chuva de Pedra, antecipando o imaginismo cromático, que Ezra Pound hoje chama de ‘fanopéia’; e o visual cinético também posto em voga como novidade pelo vanguardismo de hoje.
Repelíamos, por isso, o fascínio das idéias e os modismos europeus. A questão era equacionada da seguinte forma: ou sabíamos o que queríamos essencialmente dependendo um programa mínimo ou então pergunto – pra que tanto barulho em 22? A Semana não podia perder altura e força dando um grande salto para trás. Podia?
Queríamos exportar nossa criação literária e artística assim como os jovens brasileiros de hoje (no plano da música, por exemplo) falam em ‘som livre’ e ‘música exportação’.
“Xenófobo, portanto, é que eu não era. Exercia, isto sim vigilância constante para que não merecêssemos o famoso apelo dos escritores franceses chefiados por Benjamim Crenieux na mensagem que nos mandou por intermédio de Renata Almeida. ‘Não nos copieis mais’ – suplicavam. Sede apenas cordiais conosco”.
Veja-se – comentou Cassiano, até os europeus, sem saber, estavam com o grupo verdeamarelo.
Foi este modesto poeta, hoje seu entrevistado, foi quem redigiu, ao lado de Plínio e de Menotti (trabalhávamos os três no ‘Correio Paulistano’) o manifesto verdeamarelo. Outra pergunta curiosa que me tem sido feita: ‘Que tal se surgisse uma nova Semana, já que a literatura nacional está um pouco indecisa? Simplesmente não haveria condições para surgir uma nova Semana – disse Cassiano. E explicou: ‘A Semana de 22 não encerrou ainda o seu ciclo histórico. Nem a literatura brasileira está indecisa. Considere-se que não se pode falar em indecisão quando aparecem romances como os de Guimarães Rosa, Jorge Amado, Mário Palmério, Josué Montello, Otávio de Faria, Maria Alice Barroso, Ariano Suassuna, traduzidos para muitas outras línguas. Os críticos de agora são estudiosos e mestres de alto nível. Aí estão, por exemplo, Euryalo Canabrava, Nelly Novaes Coelho, Oswaldino Marques, Tristão de Atayde, Osmar Pimentel, Fábio Lucas, Antonio Cândido, Nogueira Moutinho, César Leal, Gilberto Mendonça Teles. E os poetas? Drummond (sempre novo), José Paulo Paes, Carlos Nejar, Homero Homem, Walmir Ayala, Mauro Mota, Paulo Mendes Campos, entre os mais presentes à nova problemática compositiva e semântica. Poderia citar muitos outros se não me arriscasse a alguma injustiça’.
- “Que nos diz sobre a poesia de vanguarda? Só lhe posso dar uma resposta informacional. Não sou adesista de nenhuma experiência novidadeira que tenha aparecido. Em todo caso, melhor direi que sou, de fato, interessado sempre no que produzem os de vanguarda. Como sabe o meu caro professor, a vanguarda, em todos os tempos, contém uma fascinante problemática inaugural. Isso já é uma tradição: “la tradition du nouveau” (Rosemberg). Tanto um como outro dos ‘ismos’, a que se refere, foram por mim criticamente estudados em dois ensaios: ‘22 e a Poesia de hoje’ e ‘Praxis e 22’. Não nos esqueçamos que toda revolução artística contém duas etapas principais: a demolidora, polêmica, para derrubar mitos caducos (1ª etapa de 22, por exemplo) e a segunda mais refletida, para um trabalho de reconstrução, ou seja, de permanente e livre pesquisa estética. É a que está em vigência agora. Pesquisa, invenção, visualismo, viagens à sua nova terminologia e outras formas de independência estilística de que o artista necessita para fazer coisa nova e original, no original contexto de hoje”.

(Fonte de Pesquisa do Texto “Depoimento de Cassiano Ricardo”: D.O. Leitura N.º 149, de 13 de outubro de 1994 – São Paulo, págs. 13 e 14 – Matéria: Modernismo – 1922: depoimentos inéditos – Autoria de Luiz Toledo Machado).

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UM POUCO MAIS DE:
CASSIANO RICARDO
(Cassiano Ricardo - Foto Reprodução - Site da Academia Brasileira de Letras)

CRONOLOGIA BIOGRÁFICA E ARTÍSTICA

1895 – 26 de julho, nasce Cassiano Ricardo Leite, em São José dos Campos – SP, filho de Francisco Leite Machado e Minervina Ricardo Leite;
1902 – Inicia em São José os estudos primários;
1906 – Inicia em Jacareí, São Paulo, os estudos ginasiais no Ginásio Nogueira da Gama;
1907 – Atraído para as letras, fundou, em sua cidade natal, a revista "Íris";
1911 – Funda o Quatro Paus, jornal polêmico com caricaturas de figuras ilustres da cidade, em São José dos Campos;
1913 – Inicia curso de Direito em São Paulo;
1915 – Publica seu primeiro livro de poesia: “Dentro da Noite”. Recebe o Prêmio Azevedo Marques de melhor orador, concedido pela Faculdade de Direito de São Paulo;
1917 – Publica “A Flauta de Pã” – poesia. Conclui o curso de Direito no Rio de Janeiro. Funda em São Paulo a revista Panóplia;
1923 – Inicia seu trabalho como redator no Correio Paulistano. Participa na Revolução, ao lado de Assis Brasil, com os maragatos no Rio Grande do Sul;
1924 – Funda a revista literária “Novíssima”, dedicada à causa dos modernistas e ao intercâmbio cultural pan-americano;
1926 – Funda com Menotti Del Picchia e Plínio Salgado, o movimento Verde-Amarelo, em São Paulo. Publica “Vamos Caçar Papagaios”;
1928 – Divergiu de Plínio Salgado e, com Menotti Del Picchia e Cândido Motta Filho, fundou o Grupo da Bandeira que, embora tivesse objetivo político, se opunha a qualquer ideologia caracterizada como demolidora e exótica. Publica “Martim Cererê” – poesia;
1929 – Casa-se com a poetisa Jaci Gomide Ricardo;
1930 – Deixa o Correio Paulistano. Criador da revista “Planalto”;
1931 – Publica “Deixa Estar Jacaré” – poesia. Torna-se Diretor de Expediente da Secretaria de Estado Negócios do Governo. Diretor-geral da Secretaria do Governo de São Paulo;
1932 - Durante a Revolução Constitucionalista de São Paulo, deflagrada contra o governo federal, Cassiano Ricardo fez discursos radiofônicos na série "Em defesa da revolução", baseados nos poemas de Martim Cererê. Nesta ocasião foi nomeado secretário do governo Pedro de Toledo. Foi preso durante a Revolução Constitucionalista;
1935 – Torna-se novamente secretário de governo;
1936 – Publica “O Brasil no Original” – prosa;
1937 – 9 de Setembro: é eleito membro da Academia Brasileira de Letras – Cadeira nº 31, na sucessão de Paulo Setúbal. Dia 28 de dezembro, foi recebido na Academia por Guilherme de Almeida. Fundou com Menotti Del Picchia e Mota Filho, a “Bandeira”, movimento político que se contrapunha ao integralismo. Dirigiu também o jornal O Anhangüera, que defendia a ideologia da Bandeira, condensada na fórmula: "Por uma democracia social brasileira, contra as ideologias dissolventes e exóticas”. Foi o Relator da Comissão de Poesia, que redigiu parecer concedendo a láurea ao livro Viagem, de Cecília Meireles - primeiro livro da corrente moderna consagrado na Academia;
1938 – Publica “Discurso na Academia Brasileira” e “O Negro na Bandeira” – prosas;
1939 – Publica “A Academia e a Poesia Moderna” e “Pedro Luís Visto Pelos Modernos” – prosas. Torna-se diretor da revista Brasil Novo, do Departamento Nacional de Propaganda (DIP). Em São Paulo funda com Orígenes Lessa a revista Planalto;
1940 – Dirige no Rio de Janeiro o jornal “A Manhã”. Como historiador e ensaísta, publica o livro “Marcha para Oeste”, em que estuda o movimento das entradas e bandeiras;
1943 – Publica “O Sangue das Horas” – poesia, e “A Academia e a Língua Brasileira” – prosas;
1944 – Deixa o jornal A Manhã;
1946 – É eleito Membro da Academia Paulista de Letras, cadeira no. 11, patrono Bartolomeu de Gusmão;
1947 – Publica “Um Dia Depois do Outro” – poesia;
1948 – Criou o Clube da Poesia em São Paulo;
1950 – Publica o livro de poesias: “A Face Perdida” e “Poemas Murais”. É eleito presidente do Clube da Poesia em São Paulo, onde criou curso de Poética e iniciou a publicação da coleção "Novíssimos", destinada a publicar e apresentar valores representativos daquela fase da poesia brasileira;
1951 – Dirige a editora A Noite;
1952 – Publica “Sonetos” – poesia;
1953 – Publica o livro de prosa: “A Poesia na Técnica do Romance”. Foi chefe do Escritório Comercial do Brasil em Paris. O seu livro “Marcha para Oeste” foi traduzido pelo Fondo de Cultura Económica do México, com o título “La Marcha hacia el Oeste”. “Martim Cererê”, do qual Gabriela Mistral já havia traduzido alguns poemas, foi vertido para o castelhano, pela escritora cubana Emília Bernal, e publicado em Madri, pelo Instituto de Cultura Hispânica;
1954 – Deixa a chefia do Escritório Comercial do Brasil em Paris. Publica “O Tratado de Petrópolis” – prosa. É nomeado Diretor-Geral da Secretaria dos Negócios do Governo de São Paulo;
1956 – Publica “João Torto e a Fábula” e “O Arranha-céu de Vidro” – poesias. Recebe o Prêmio Paula Brito, pelo livro O Arranha-céu de Vidro, no Rio de Janeiro;
1957 – Publica “Poesias Completas” – poesias;
1959 – Publica “O Homem Cordial” – prosa;
1960 – Publica “Montanha Russa” e “A Difícil Manhã” – poesias. Recebe o prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, pelo livro A Difícil Manhã;
1962 – Publica o livro de prosa: “22 e a Poesia de Hoje”. Cria a revista “Invenção”;
1964 – Publica “Jeremias Sem Chorar” e “Antologia Poética” – poesias, “O Indianismo de Gonçalves Dias” – prosa. Recebe o Prêmio Jorge de Lima, pelo livro Jeremias Sem-Chorar, concedido pela UBE – União Brasileira de Escritores;
1965 – Recebe o Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano, concedido pela UBE – União Brasileira de Escritores. Em São José do Campos é criada a “Semana Cassiano Ricardo”, em homenagem pelo cinqüentenário de vida literária e pelos setenta anos de idade do escritor;
1966 – Publica “Poesia, Práxis e 22” e “Reflexos sobre a Poética de Vanguarda” – prosas;
1967 – Torna-se membro do Conselho Federal de Cultura;
1972 – Recebe o Prêmio Literário de Poesia, concedido na II Bienal Internacional do Livro;
1974 – 14 de janeiro: morre no Rio de Janeiro.

FONTES PESQUISADAS:

- Martins, Wilson. A Literatura Brasileira. Vol. VI – O Modernismo. Editora Cultrix. São Paulo, 1ª Edição, s/d;
- Milliet, Sérgio. Diário Crítico – Vol. X. Livraria Martins Editora. São Paulo, 1ª Ed. - 1959;
- Ricardo, Cassiano. Martim Cererê. José Olympio Editora. Rio de Janeiro, 22ª Ed. – 2003;
- _______________. Poesias Completas. Livraria José Olympio Editora. RJ – 1º Ed. – 1957;
- Silva Brito, Mário da. História do Modernismo Brasileiro. I: Antecedentes da Semana de Arte Moderna. Editora Saraiva. São Paulo, 1958;
- _______________. Panorama da Poesia Brasileira. Vol. VI – O Modernismo. Editora Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 1ª Edição – Exemplar nº 2074, 1959;

PERIÓDICO:

- D.O. Leitura. – Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Edição Nº 149, 13 de outubro de 1994.

SITES:

www.academia.org.br/.../sys/start.htm?sid=295
www.fccr.org.br/cassiano/cartilha1.htm
http://www.fccr.org.br/cassiano/index.htm